Baseado em Fatos Reais – Release

A criação artística não é fruto de um momento de inspiração, mas a soma de experiências de vida revertidas em algo belo, seja um quadro, um poema ou uma coleção de músicas. Fepa leva essa condição ao extremo em “Baseado em Fatos Reais”, seu segundo trabalho.

Para entendê-lo (tanto o artista quanto o disco) em plenitude é preciso visitar sua história. Vamos a ela, então.

No final dos anos 00, era casado com uma atriz, Janaina Leite. Quando veio a decisão de separação, decidiram transformar aquele momento de inevitável desatino em algo poético. Nasceu o espetáculo (teatral/musical) “Festa da Separação”. Paralelamente, ele tinha uma coleção de canções que resolveu transformar em um CD, sob a inspiração de um grito de um garoto louco, em busca de liberdade. Virou seu primeiro trabalho, “Pátio do Hospício”.

O espetáculo carregava as músicas de sua autoria, só que o CD foi lançado sem que pudesse ser promovido por vida própria. Até que dessa situação foi gerado outro filho, este “Baseado em Fatos Reais”.

É um disco para ser ouvido como coleção melódica mas com texto que pode ser lido como livro. Talvez fruto de sua formação como filósofo. (Está vendo como na criação artística nada se perde, tudo se transforma?. Pois então.)

É a extensão de sua vivência sentimental. É a extensão de sua vivência acadêmica. É a extensão de sua infância, cercada de música, teatro, dança. É a extensão de sua formação musical, em criadores de canções, como Crosby, Stills, Nash & Young, como John e Paul.

Se obrigatoriamente colocado em uma caixinha de gênero, talvez seja o do folk rock, moldado em violão de cordas de aço com a energia roqueira. Mas com um resultado que não apenas mexe com a batida roqueira direcionada ao pulmão; mexe também com um estímulo às pernas em algo semelhante ao convite à dança.

Abre com “Revolução?”, uma linha em crescente à Mutantes no violão, baixo e bateria somado à energia do naipe de metais. A veia compositora exposta de Fepa surge ali, mas é mais nítida ainda em “Passado ao Vivo”, uma canção com todas as letras em evidência no formato balada rocker.

“Pra Voar” também é suave, só que conduzida no sopro e teclado, enquanto um groove hip hop aparece em “Bandeira”.

“Depois de um Café” talvez seja o momento mais bonito do trabalho, uma linda balada de piano e arranjo de cordas onde divide o vocal com Filipe Catto. Que mostra também que mais bonito não é necessariamente melhor, se não estaria sendo injusto com “15m”, folk rock com metais e novamente groove de ritmo e poesia, com a presença de Brisa Flow.

Curumin é quem comanda as baquetas em algumas faixas do trabalho, e “3 Dias” é novamente acentuada pelo hip hop numa cama jazzística, até que Silvia Machete faz participação especial no dueto da balada “Essa Canção é Pra Ti”, em novamente momento delicado no arranjo de cordas.

O folk rock encharcado de groove retorna em “Amor Rimado”, e a obra fecha num black que emula big band, “A Palavra”.

São 39 minutos que resumem uma vivência. E que valem a experiência.

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